Me sinto bem,
Me sinto forte,
Me sinto um pouco mais capaz de comandar minhas oscilações,
Estudo, luto, esforço, educo.
A insônia parece querer se aproximar,
Nada de irritação. Preciso me manter firme.
Pena que as pessoas e o mundo não contribuem para esse meu esforço. rs.
Cabeça grande? Mãos dormentes? Estranhezas?
Nenhuma novidade né....
Insegura, mas firme!
sexta-feira, 27 de julho de 2012
sábado, 21 de julho de 2012
Dificuldades que todos enfrentam no diagnóstico
Por que o transtorno bipolar é muitas vezes tão difícil de ser diagnósticado?
Por que é tão comum ver casos de pessoas que passaram por vários médicos, vários medicamentos, vários anos até conseguirem de fato o correto diagnóstico?
A psiquiatria é uma parte muito delicada da medicina, lidamos com o que há de mais íntimo e subjetivo nas pessoas: os sentimentos.
Um bipolar tipo I, com sintomas muito clássicos de mania exarcerbada, que se veste de forma extravagante, roupa curta, salto alto, batom vermelho, maquiagem, jóias, apresentando um comportamento sedutor, falando pelos cotovelos sem ponto nem vírgula de maneira agitada, gastando muito dinheiro, tomando atitudes impulsivas e irresponsáveis até que não é tão difícil assim identificar, embora existam vários diagnósticos diferenciais também.
Mas o problema é que na maioria dos casos a crise não acontece ''bonitinha'' assim de forma tão clássica e fácil de perceber.
As hipomanias são mais leves, mais sutis, muitas vezes difícil até mesmo pra família perceber, quem dirá o médico que não conhece de fato a pessoa, não sabe como é o ''humor basal'' daquele paciente.
Por exemplo, uma pessoa que é mais tímida, a única alteração na hipomania pode ser estar um pouco mais sociável, um pouco mais comunicativa, extrovertida, alegre... e ninguém vai considerar isso como uma coisa negativa.
Outra coisa que venho percebendo é que na prática o que ocorre de fato na hipomania não é tanto a euforia, mas sim uma irritabilidade. Uma intolerância a coisas bobas, pequenas, a pessoa fica irritada e de difícil convívio e muitas vezes os próprios pacientes tem sim consciência disso.
Pacientes com transtorno bipolar muitas vezes são mais difíceis de lidar e manejar pq tem consciencia das suas alterações, são inteligentes, sabem que sem o devido acompanhamento e medicação vão ter crises depressivas mas vão ter também as crises de mania/hipomania e gostam de se sentir bem, costumam sentir falta do tratamento apenas nas crises de depressão e tristeza, por isso é comum sumirem, não acompanharem de forma regular e adequada.
Ok pessoal, me identifiquei em vários pontos aqui no texto e espero que possa servir para alguém também,
Abraços.
Por que é tão comum ver casos de pessoas que passaram por vários médicos, vários medicamentos, vários anos até conseguirem de fato o correto diagnóstico?
A psiquiatria é uma parte muito delicada da medicina, lidamos com o que há de mais íntimo e subjetivo nas pessoas: os sentimentos.
Um bipolar tipo I, com sintomas muito clássicos de mania exarcerbada, que se veste de forma extravagante, roupa curta, salto alto, batom vermelho, maquiagem, jóias, apresentando um comportamento sedutor, falando pelos cotovelos sem ponto nem vírgula de maneira agitada, gastando muito dinheiro, tomando atitudes impulsivas e irresponsáveis até que não é tão difícil assim identificar, embora existam vários diagnósticos diferenciais também.
Mas o problema é que na maioria dos casos a crise não acontece ''bonitinha'' assim de forma tão clássica e fácil de perceber.
As hipomanias são mais leves, mais sutis, muitas vezes difícil até mesmo pra família perceber, quem dirá o médico que não conhece de fato a pessoa, não sabe como é o ''humor basal'' daquele paciente.
Por exemplo, uma pessoa que é mais tímida, a única alteração na hipomania pode ser estar um pouco mais sociável, um pouco mais comunicativa, extrovertida, alegre... e ninguém vai considerar isso como uma coisa negativa.
Outra coisa que venho percebendo é que na prática o que ocorre de fato na hipomania não é tanto a euforia, mas sim uma irritabilidade. Uma intolerância a coisas bobas, pequenas, a pessoa fica irritada e de difícil convívio e muitas vezes os próprios pacientes tem sim consciência disso.
Pacientes com transtorno bipolar muitas vezes são mais difíceis de lidar e manejar pq tem consciencia das suas alterações, são inteligentes, sabem que sem o devido acompanhamento e medicação vão ter crises depressivas mas vão ter também as crises de mania/hipomania e gostam de se sentir bem, costumam sentir falta do tratamento apenas nas crises de depressão e tristeza, por isso é comum sumirem, não acompanharem de forma regular e adequada.
Ok pessoal, me identifiquei em vários pontos aqui no texto e espero que possa servir para alguém também,
Abraços.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Novidades Bipolares
Bom dia leitores....
Ontem tive aula sobre atualizações do tratamento do transtorno bipolar, e acredito que seja do interesse de vcs também.
Acho que o propósito do blog também seja este não é mesmo? Discutirmos aqui novidades, atualizações...
Então, no Brasil ainda tem essa tendência MUITO forte em considerar o lítio o melhor estabilizador de humor e ser a primeira escolha e os valproatos como segunda opção nas literaturas. Mas no exterior isso já vem mudando, se invertendo.
O lítio é uma droga que demora um certo tempo para ter ação (cerca de 7 dias), necessita de estar sendo sempre monitorada seu nível sérico (muitas vezes os pacientes e nem médicos não tem muita paciencia pra ficar fazendo exames de sangue constantemente), possui muitos efeitos colaterais (essa parte é bastante individual, eu por exemplo tolerei facilmente) mas grande parte das pessoas não conseguem tolerar. E o nível terapêutico é muito próximo do nível tóxico.
Já o Depakote tem seu início de ação imediato, conseguindo uma estabilização muito mais rápida, podendo já ser iniciado em dose mais alta sem a necessidade de monitorar seu nível sérico por exame de sangue. Possui menos efeitos colaterais, as pessoas costumam tolerar mais do que o lítio.
Outra novidade (pelo menos para mim) é a Lamotrigina, que é bastante eficaz no bipolar tipo II, aquele paciente que cursa mais com episódios depressivos do que com euforia/mania.
A Carbamazepina é bastante interessante para aqueles pacientes que não conseguem controlar seus impulsos de agressividade.
Atualmente nas literaturas mais recentes, alguns antipsicóticos são considerados também como estabilizadores de humor e por isso uma combinação que me chamou bastante atenção foi o topiramato + a quetiapina. Sabemos que o topiramato embora seja um estabilizador de humor, ele utilizado de forma isolada no transtorno bipolar não é muito efetivo, porém ele tem uma ótima ação na compulsão. A Compulsão está bastante presente nestes pacientes.... seja compulsão por álcool, comida, jogos, dinheiro, sexo, auto-mutilação...... então me pareceu uma combinação bastante interessante essas últimas drogas.
Espero com este texto abrir um pouco a mente de vcs leitores, sejam médicos, pacientes, familiares... para que possam questionar, perguntar, estudar e buscar sempre melhores opções de tratamento.
Um grande abraço.
Ontem tive aula sobre atualizações do tratamento do transtorno bipolar, e acredito que seja do interesse de vcs também.
Acho que o propósito do blog também seja este não é mesmo? Discutirmos aqui novidades, atualizações...
Então, no Brasil ainda tem essa tendência MUITO forte em considerar o lítio o melhor estabilizador de humor e ser a primeira escolha e os valproatos como segunda opção nas literaturas. Mas no exterior isso já vem mudando, se invertendo.
O lítio é uma droga que demora um certo tempo para ter ação (cerca de 7 dias), necessita de estar sendo sempre monitorada seu nível sérico (muitas vezes os pacientes e nem médicos não tem muita paciencia pra ficar fazendo exames de sangue constantemente), possui muitos efeitos colaterais (essa parte é bastante individual, eu por exemplo tolerei facilmente) mas grande parte das pessoas não conseguem tolerar. E o nível terapêutico é muito próximo do nível tóxico.
Já o Depakote tem seu início de ação imediato, conseguindo uma estabilização muito mais rápida, podendo já ser iniciado em dose mais alta sem a necessidade de monitorar seu nível sérico por exame de sangue. Possui menos efeitos colaterais, as pessoas costumam tolerar mais do que o lítio.
Outra novidade (pelo menos para mim) é a Lamotrigina, que é bastante eficaz no bipolar tipo II, aquele paciente que cursa mais com episódios depressivos do que com euforia/mania.
A Carbamazepina é bastante interessante para aqueles pacientes que não conseguem controlar seus impulsos de agressividade.
Atualmente nas literaturas mais recentes, alguns antipsicóticos são considerados também como estabilizadores de humor e por isso uma combinação que me chamou bastante atenção foi o topiramato + a quetiapina. Sabemos que o topiramato embora seja um estabilizador de humor, ele utilizado de forma isolada no transtorno bipolar não é muito efetivo, porém ele tem uma ótima ação na compulsão. A Compulsão está bastante presente nestes pacientes.... seja compulsão por álcool, comida, jogos, dinheiro, sexo, auto-mutilação...... então me pareceu uma combinação bastante interessante essas últimas drogas.
Espero com este texto abrir um pouco a mente de vcs leitores, sejam médicos, pacientes, familiares... para que possam questionar, perguntar, estudar e buscar sempre melhores opções de tratamento.
Um grande abraço.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Sem culpas...
Eu não vou mais me entupir e adoecer na culpa!
Não, nem sempre a culpada pode ser eu! Não teria sentido se fosse assim...
Percebi que as pessoas gostam sempre de ter alguma coisa pra colocar a culpa, responsabilizarem.... Mas no fundo isso é só transferência.. É muito mais fácil enxergar o defeito no outro, culpar o outro.
Erro sim, já paguei muito caro por certas atitudes, pelo transtorno bipolar, por mil coisas. Mas não sou tão diferente assim das pessoas não. Tenho uma doença que em certos momentos pode até me trazer mais dificuldades, mas cada um tem a sua dor também, cada um tem sua fraqueza......
O que vale é minha consciência tranquila, de tentar ser sempre verdadeira, de não desejar mal a ninguém, de buscar querer ser melhor.
Existem pessoas SEM CARÁTER que gostam de criticar minha vida, querer advinhar o que ando fazendo ou deixando de fazer com a única intenção de querer me destruir.
Tenho PENA, e peço muito a Deus por essas criaturas que infelizmente encontram prazer desejando mal ao próximo.
Deus conhece cada um de nós e cada uma de nossas intenções e se tem uma coisa de que eu posso me orgulhar é de ter a consciência tranquila. Isso não tem preço. De ter amor aqui dentro, nunca desejar vingança ou mal a nenhum ser vivo.
Ter vontade de querer distância dessas pessoas é perfeitamente normal, só elas mesmas que não desconfiam do quão inconvenientes são, e que a cada dia que se passa se tornam mais indesejáveis e ridículas e a vontade de querer ficar longe só aumenta mais e mais.
Isso não é questão de ter uma doença/transtorno ou não, isso é questão de caráter, de personalidade, de amor.
Não vou me culpar...
Antes ser bipolar do que não ter amor!!!
Antes ser bipolar e conseguir ter minha vida com cada conquista que EU lutei pra ter do que ficar se escondendo atras das dificuldades e culpando a vida!!!
Antes ser bipolar do que ser alguém que as pessoas querem distância!!!
Antes ser EU MESMA, com todas as dificuldades, defeitos e tortuosidades, mas ser EU MESMA!!!
Leitores queridos, vamos aprender a nos livrar da culpa.... não podemos deixar que esse taxamentos sociais de transtorno mental faça com que sejamos inferiores.... pq tem muita gente por aí que se diz ''sadia'' que está numa situação muito, mas MUITO pior!!
PAZ E BEM A TODOS!!!!!
Não, nem sempre a culpada pode ser eu! Não teria sentido se fosse assim...
Percebi que as pessoas gostam sempre de ter alguma coisa pra colocar a culpa, responsabilizarem.... Mas no fundo isso é só transferência.. É muito mais fácil enxergar o defeito no outro, culpar o outro.
Erro sim, já paguei muito caro por certas atitudes, pelo transtorno bipolar, por mil coisas. Mas não sou tão diferente assim das pessoas não. Tenho uma doença que em certos momentos pode até me trazer mais dificuldades, mas cada um tem a sua dor também, cada um tem sua fraqueza......
O que vale é minha consciência tranquila, de tentar ser sempre verdadeira, de não desejar mal a ninguém, de buscar querer ser melhor.
Existem pessoas SEM CARÁTER que gostam de criticar minha vida, querer advinhar o que ando fazendo ou deixando de fazer com a única intenção de querer me destruir.
Tenho PENA, e peço muito a Deus por essas criaturas que infelizmente encontram prazer desejando mal ao próximo.
Deus conhece cada um de nós e cada uma de nossas intenções e se tem uma coisa de que eu posso me orgulhar é de ter a consciência tranquila. Isso não tem preço. De ter amor aqui dentro, nunca desejar vingança ou mal a nenhum ser vivo.
Ter vontade de querer distância dessas pessoas é perfeitamente normal, só elas mesmas que não desconfiam do quão inconvenientes são, e que a cada dia que se passa se tornam mais indesejáveis e ridículas e a vontade de querer ficar longe só aumenta mais e mais.
Isso não é questão de ter uma doença/transtorno ou não, isso é questão de caráter, de personalidade, de amor.
Não vou me culpar...
Antes ser bipolar do que não ter amor!!!
Antes ser bipolar e conseguir ter minha vida com cada conquista que EU lutei pra ter do que ficar se escondendo atras das dificuldades e culpando a vida!!!
Antes ser bipolar do que ser alguém que as pessoas querem distância!!!
Antes ser EU MESMA, com todas as dificuldades, defeitos e tortuosidades, mas ser EU MESMA!!!
Leitores queridos, vamos aprender a nos livrar da culpa.... não podemos deixar que esse taxamentos sociais de transtorno mental faça com que sejamos inferiores.... pq tem muita gente por aí que se diz ''sadia'' que está numa situação muito, mas MUITO pior!!
PAZ E BEM A TODOS!!!!!
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Insegurança....
A verdade é que qualquer coisa que vc faça, SEMPRE vai ter alguém pra criticar...
Se vc quer lutar, melhorar, ou simplesmente desabafar sobre seus momentos difíceis da vida, vai ter pessoas pra dizer que vc só quer aparecer e quer ser exemplo de vida.
Se vc se cansa, ou simplesmente está mais introspectiva, vai ter pessoas pra dizer que vc não quer buscar ajuda, não quer melhorar, que não quer nada com a vida e é culpada por estar assim.
Foda-se cada um deles.... pq se estivessem cuidando deles mesmos não teriam tempo nem disposição pra querer julgar minha vida.
Tem gente que precisa de espelho em casa, acho que é isso.
Ontem estudei Transtorno Bipolar para uma discussão com uma psiquiatra na faculdade e foi bastante legal, mas ao mesmo tempo me causou bastante insegurança...
Discutimos certas condutas, certos tratamentos e tive medo por não estar usando mais o lítio que é o melhor de todos os estabilizadores de humor e que além de tratar serve para previnir crises. O Lítio é uma droga de certa forma segura e não vi nenhum motivo grave além do medo da minha médica para eu não usar.
Discutimos também sobre os antidepressivos, o pq que não devem ser utilizados, somente em alguns casos e com muita cautela, e percebi que tem uma certa tendência de alguns psiquiatras estarem utilizando a desvenlafaxina no transtorno bipolar pq teoricamente ela não causa ''virada de depressão pra mania" foi exatamente o que a minha médica fez comigo, mas estudando eu vi que não é muito legal e não deve ser feito.
Ótimo, eu já tinha parado por conta própria mesmo.....
Espero que eu não surte neste estágio.........
Abraços.
Se vc quer lutar, melhorar, ou simplesmente desabafar sobre seus momentos difíceis da vida, vai ter pessoas pra dizer que vc só quer aparecer e quer ser exemplo de vida.
Se vc se cansa, ou simplesmente está mais introspectiva, vai ter pessoas pra dizer que vc não quer buscar ajuda, não quer melhorar, que não quer nada com a vida e é culpada por estar assim.
Foda-se cada um deles.... pq se estivessem cuidando deles mesmos não teriam tempo nem disposição pra querer julgar minha vida.
Tem gente que precisa de espelho em casa, acho que é isso.
Ontem estudei Transtorno Bipolar para uma discussão com uma psiquiatra na faculdade e foi bastante legal, mas ao mesmo tempo me causou bastante insegurança...
Discutimos certas condutas, certos tratamentos e tive medo por não estar usando mais o lítio que é o melhor de todos os estabilizadores de humor e que além de tratar serve para previnir crises. O Lítio é uma droga de certa forma segura e não vi nenhum motivo grave além do medo da minha médica para eu não usar.
Discutimos também sobre os antidepressivos, o pq que não devem ser utilizados, somente em alguns casos e com muita cautela, e percebi que tem uma certa tendência de alguns psiquiatras estarem utilizando a desvenlafaxina no transtorno bipolar pq teoricamente ela não causa ''virada de depressão pra mania" foi exatamente o que a minha médica fez comigo, mas estudando eu vi que não é muito legal e não deve ser feito.
Ótimo, eu já tinha parado por conta própria mesmo.....
Espero que eu não surte neste estágio.........
Abraços.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Aniversário
Esta semana é meu aniversário, tenho muito o que comemorar, apesar de ter sido um ano de
depressões profundas, eu consegui uma certa estabilidade...
Consegui ficar pouco mais de 6 meses bem sem nenhuma medicação. Consegui resolver certos pontos importantes na vida. Fiz novos amigos, consegui voltar a sair um pouco...
As estranhezas ainda permanecem, mas amanheci feliz e estou feliz, mais um ano se passou, mesmo contudo foi um ano produtivo, venci etapas, e agora estou cada dia mais próxima do sonho da formatura.
Foi mais um ano na minha vida, mais um ano em que sobrevivi e desta vez posso dizer que foi além de sobreviver, foi viver, aprender, evoluir.
Farei o melhor que puder e peço a Deus que esse novo ano astral de minha vida seja abençoado, que eu consiga realizações e principalmente estabilidade para que minha vida realmente seja melhor e que eu possa também fazer feliz as pessoas que me apoiam e convivem comigo.
Consegui ficar pouco mais de 6 meses bem sem nenhuma medicação. Consegui resolver certos pontos importantes na vida. Fiz novos amigos, consegui voltar a sair um pouco...
As estranhezas ainda permanecem, mas amanheci feliz e estou feliz, mais um ano se passou, mesmo contudo foi um ano produtivo, venci etapas, e agora estou cada dia mais próxima do sonho da formatura.
Foi mais um ano na minha vida, mais um ano em que sobrevivi e desta vez posso dizer que foi além de sobreviver, foi viver, aprender, evoluir.
Farei o melhor que puder e peço a Deus que esse novo ano astral de minha vida seja abençoado, que eu consiga realizações e principalmente estabilidade para que minha vida realmente seja melhor e que eu possa também fazer feliz as pessoas que me apoiam e convivem comigo.
Carencias à parte, PARABÉNS para mim! rs
E que meus 25 anos sirvam para que eu acumule coragem de sempre seguir, de sempre tentar fazer melhor. Amém.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Indecisões...
É... tá chegando a hora de decidir qual especialização seguir...
Estou fazendo o medcurso (uma espécie de cursinho preparatório para as provas de residência) e me peguei pensando -pra que tô fazendo isso se nem sei o que quero fazer?
Sempre gostei muito de psiquiatria, endocrinologia, reumatologia, cirurgia, geriatria, gastroenterologia, nefrologia, medicina intensiva..... e agora?
Algumas eu preciso excluir por questão de qualidade de vida. Não quero me matar de tanto trabalhar! Não tenho essas ambições. Quero ter família, viajar, viver.
Na última sessão de terapia, a minha psiquiatra questionou o pq da psiquiatria ser uma das minhas opções. Ela tá implicada achando que quero fazer para me entender, ou me tratar, ou algo do tipo....
Eu respondo que é uma área interessante e que tem uma carência muito grande de bons profissionais e que um tratamento pode mudar completamente a vida de uma pessoa.
Assim como eu me beneficiei bastante, gostaria de poder oferecer isso também as pessoas que sofrem com problemas da saúde mental.
Sem contar que o espiritismo poderia ser um grande aliado meu e ser um grande diferencial.
Mas ao mesmo tempo não sei se eu tenho estrutura pra lidar com isso, com sofrimento o tempo todo, não saberia dizer se eu suportaria essa rotina. Semana que vem começará meu internato em saúde mental e acredito que terei uma noção melhor da prática.
Mesmo que eu justifique tudo isso pra minha médica, ela parece não acreditar, e fica querendo analisar cada palavra minha, querendo saber o que tem por tras de tudo.
Nem sempre as coisas tem um motivo, ou algo oculto... muitas vezes aquilo que a gente fala é simplesmente aquilo ali e ponto final.
To cansada e implicada. Chega dessa coisa de estar sempre sendo analisada e julgada.
Já tem 15 dias que não vou na terapia. E tá bom assim.
Estou fazendo o medcurso (uma espécie de cursinho preparatório para as provas de residência) e me peguei pensando -pra que tô fazendo isso se nem sei o que quero fazer?
Sempre gostei muito de psiquiatria, endocrinologia, reumatologia, cirurgia, geriatria, gastroenterologia, nefrologia, medicina intensiva..... e agora?
Algumas eu preciso excluir por questão de qualidade de vida. Não quero me matar de tanto trabalhar! Não tenho essas ambições. Quero ter família, viajar, viver.
Na última sessão de terapia, a minha psiquiatra questionou o pq da psiquiatria ser uma das minhas opções. Ela tá implicada achando que quero fazer para me entender, ou me tratar, ou algo do tipo....
Eu respondo que é uma área interessante e que tem uma carência muito grande de bons profissionais e que um tratamento pode mudar completamente a vida de uma pessoa.
Assim como eu me beneficiei bastante, gostaria de poder oferecer isso também as pessoas que sofrem com problemas da saúde mental.
Sem contar que o espiritismo poderia ser um grande aliado meu e ser um grande diferencial.
Mas ao mesmo tempo não sei se eu tenho estrutura pra lidar com isso, com sofrimento o tempo todo, não saberia dizer se eu suportaria essa rotina. Semana que vem começará meu internato em saúde mental e acredito que terei uma noção melhor da prática.
Mesmo que eu justifique tudo isso pra minha médica, ela parece não acreditar, e fica querendo analisar cada palavra minha, querendo saber o que tem por tras de tudo.
Nem sempre as coisas tem um motivo, ou algo oculto... muitas vezes aquilo que a gente fala é simplesmente aquilo ali e ponto final.
To cansada e implicada. Chega dessa coisa de estar sempre sendo analisada e julgada.
Já tem 15 dias que não vou na terapia. E tá bom assim.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Consequências...
Sabe.. apesar de tudo eu sempre evitei me enxergar como vítima dessa doença. Ou de qualquer outra situação. Pra mim não existem vítimas e sim escolhas e consequências.
Se fazer de coitado não comove, irrita!
Pelo contrário... tenho até um certo orgulho afinal de contas mesmo diante todas essas dificuldades eu dei conta da vida.
Certos dias, eu mal conseguia sair da cama por causa dos remédios, mas nunca faltei nenhum estágio, nunca me atrasei, nunca fui reprovada. Senti preconceito, medo das pessoas, muitas vezes fui incompreendida, tive meu caráter questionado... mas lutei, persisti e hoje estou no último semestre do meu curso.
Quase 7 anos utilizando essas medicações não há realmente organismo que aguente sem nenhuma consequência...
Ano passado descobri um nódulo grande na minha tireóide, e um exame dos rins deu uma pequena alteração... O Lítio causa distúrbios da tireóide e rins e por mais cuidado que minha médica tinha de sempre pedir exames, me monitorar aconteceu...
O antipsicótico com mais tempo de uso altera o metabolismo, aumenta os níveis de colesterol, trigicérides e glicose do sangue... foi o que aconteceu comigo também. Atingi um triglicérides acima de 680 que não reduziu nem com dieta, nem com atividade física, nem com o fibrato (medicação pra reduzir os niveis de triglicerides).
Então a única decisão que restou para a minha médica foi suspender as duas medicaçoes, de forma bastante lenta e gradual e eu concordei, afinal estava me sentindo bem e com condições de me manter equilibrada...
Assim foi... fiquei mais de 6 meses sem nenhuma medicação, me mantive bem, os exames normalizaram, consegui emagrecer mais um pouco... estava satisfeita.
Mas infelizmente eu percebi que realmente é muito arriscado ficar sem medicação e acabei caindo numa crise de depressão bastante forte. Procurei a homeopatia pra tentar me estabilizar, me pareceu interessante.... mas infelizmente não funcionou.
Comecei a pensar em auto mutilação e suicidio de novo. Não existe autocontrole nesta doença... vc simplesmente não comanda suas oscilações e então eu resolvi pedir ajuda a minha psiquiatra.
Ela preocupada, achou melhor introduzir alguma medicação, já tinha me alertado sobre essa possibilidade desde quando ela resolveu suspender tudo.
Ela me perguntou sobre qual remédio foi melhor pra mim durante todos esses anos, eu disse que o Lítio, ela também concordou, mas disse que não se sentia segura em me receitar o lítio novamente, pois mesmo com os exames normais, eu ainda estava com aquele nódulo na tireóide.
Era um nódulo benigno, eu fiz biópsia, estava em acompanhamento com ultrassom, e em momento nenhum meus hormônios tireoideanos chegaram a alterar, portanto não seria contra-indicado eu voltar a usar o Lítio, mas respeitei sua insegurança.
Como os sintomas de depressão estavam bastante intensos ela me receitou então a desvenlafaxina, um antidepressivo.
Tudo bem, me calei, estava mesmo apática e passiva e comecei a tomar conforme orientado...
Com 20 dias comecei apresentar uma melhora considerável, mas logo me senti muito ansiosa, agitada... inquieta...
Isso sempre acontecia quando eu tomava antidepressivos. Daí questionei mais ainda a conduta da minha médica... Se ela estava insegura quanto ao lítio, tudo bem, mas poderia ter tentado outro estabilizador de humor por exemplo. Sei pelos meus estudos que antidepressivos não são muito indicados para transtorno bipolar.
Tentei questioná-la, que logo se irritou... a psiquiatria na prática é bem diferente da teoria e até hoje eu não concordo muito com essa história de o que importa é o sintoma e tratar o sintoma, na minha ignorância médica acho que o ideal seria tratar a doença como um todo... mas quem sou eu pra questionar?
Se fazer de coitado não comove, irrita!
Pelo contrário... tenho até um certo orgulho afinal de contas mesmo diante todas essas dificuldades eu dei conta da vida.
Certos dias, eu mal conseguia sair da cama por causa dos remédios, mas nunca faltei nenhum estágio, nunca me atrasei, nunca fui reprovada. Senti preconceito, medo das pessoas, muitas vezes fui incompreendida, tive meu caráter questionado... mas lutei, persisti e hoje estou no último semestre do meu curso.
Quase 7 anos utilizando essas medicações não há realmente organismo que aguente sem nenhuma consequência...
Ano passado descobri um nódulo grande na minha tireóide, e um exame dos rins deu uma pequena alteração... O Lítio causa distúrbios da tireóide e rins e por mais cuidado que minha médica tinha de sempre pedir exames, me monitorar aconteceu...
O antipsicótico com mais tempo de uso altera o metabolismo, aumenta os níveis de colesterol, trigicérides e glicose do sangue... foi o que aconteceu comigo também. Atingi um triglicérides acima de 680 que não reduziu nem com dieta, nem com atividade física, nem com o fibrato (medicação pra reduzir os niveis de triglicerides).
Então a única decisão que restou para a minha médica foi suspender as duas medicaçoes, de forma bastante lenta e gradual e eu concordei, afinal estava me sentindo bem e com condições de me manter equilibrada...
Assim foi... fiquei mais de 6 meses sem nenhuma medicação, me mantive bem, os exames normalizaram, consegui emagrecer mais um pouco... estava satisfeita.
Mas infelizmente eu percebi que realmente é muito arriscado ficar sem medicação e acabei caindo numa crise de depressão bastante forte. Procurei a homeopatia pra tentar me estabilizar, me pareceu interessante.... mas infelizmente não funcionou.
Comecei a pensar em auto mutilação e suicidio de novo. Não existe autocontrole nesta doença... vc simplesmente não comanda suas oscilações e então eu resolvi pedir ajuda a minha psiquiatra.
Ela preocupada, achou melhor introduzir alguma medicação, já tinha me alertado sobre essa possibilidade desde quando ela resolveu suspender tudo.
Ela me perguntou sobre qual remédio foi melhor pra mim durante todos esses anos, eu disse que o Lítio, ela também concordou, mas disse que não se sentia segura em me receitar o lítio novamente, pois mesmo com os exames normais, eu ainda estava com aquele nódulo na tireóide.
Era um nódulo benigno, eu fiz biópsia, estava em acompanhamento com ultrassom, e em momento nenhum meus hormônios tireoideanos chegaram a alterar, portanto não seria contra-indicado eu voltar a usar o Lítio, mas respeitei sua insegurança.
Como os sintomas de depressão estavam bastante intensos ela me receitou então a desvenlafaxina, um antidepressivo.
Tudo bem, me calei, estava mesmo apática e passiva e comecei a tomar conforme orientado...
Com 20 dias comecei apresentar uma melhora considerável, mas logo me senti muito ansiosa, agitada... inquieta...
Isso sempre acontecia quando eu tomava antidepressivos. Daí questionei mais ainda a conduta da minha médica... Se ela estava insegura quanto ao lítio, tudo bem, mas poderia ter tentado outro estabilizador de humor por exemplo. Sei pelos meus estudos que antidepressivos não são muito indicados para transtorno bipolar.
Tentei questioná-la, que logo se irritou... a psiquiatria na prática é bem diferente da teoria e até hoje eu não concordo muito com essa história de o que importa é o sintoma e tratar o sintoma, na minha ignorância médica acho que o ideal seria tratar a doença como um todo... mas quem sou eu pra questionar?
domingo, 1 de julho de 2012
Questionamentos...
Chegou o módulo de psiquiatria na faculdade... Estudar aqueles transtornos todos não foi nada fácil.
Me identificava com muitos deles. Comecei a me perguntar pq minha médica nunca havia me dado um diagnóstico.
Comcei então a questionar muito sobre isso com ela. Ela sempre insistia que diagnósticos não são importantes, servem só para rotular e que o importante é estabilizar os sintomas.
Não concordava com aquilo. Toda doença só é possível ser tratada após ser diagnosticada e comecei a ficar insegura.
Acho que muitas vezes fui chata com ela, insisti nisso e senti que ela as vezes ficava impaciente também.
Mas era meu direito querer saber tudo, ainda mais agora eu já estava no 6º período, metade da faculdade de medicina... não era mais uma leiga, e eu queria muito que ela entendesse isso, que eu não era como os outros pacientes dela em que ela pensava sozinha e falava as coisas sem entrar muito a fundo.
Queria um diagnóstico, queria saber cientificamente e medicamente sobre o que acontecia comigo. Sentia muitas vezes ela irritada, impaciente com meus questionamentos... dai um dia falou sobre transtorno bipolar.
Se ela soubesse o alívio daquilo, ela já teria dito antes... eu me diagnosticava em mil coisas, até mesmo esquizofrenia as vezes.
Estudei a fundo transtorno bipolar, vi todos seus tipos, variações, tratamentos.
Me sentia mais confortável agora, mas mesmo assim gostaria muito que ela me desse mais liberdade pra conversar sobre os tratamentos, estudos recentes, de médica pra uma pessoa não leiga.
Essas implicâncias foram crescendo... e eu perdi a vontade de ir lá. Comecei a questionar pois de acordo com os meus estudos, uma pessoa com transtorno bipolar que está em tratamento e acompanhamento ha anos atinge uma certa estabilidade, não tem tantas recaídas como eu tinha não. Apresentava em média umas 4 recaídas por semestre e de acordo com meus estudos aquilo não deveria acontecer. E eu não tinha espaço pra discutir isso com ela, então resolvi dar um tempo. Continuei com as medicaçoes, mas não ia mais fazer a terapia.
Resolvi aceitar que eu teria que conviver com tudo isso mesmo. Cheguei a procurar outras opiniões de outros psiquiatras que achavam que minha medicação estava com dose muito baixa, sugeriram eu dobrar tudo. Mas eu não conseguia viver com a sonolência e todos aqueles efeitos robóticos...
Então comecei a perceber que no fundo a minha psiquiatra só queria tentar me deixar ''bem'' com a menor dosagem possível pra eu dar conta de tudo.
Infelizmente eu também não tinha liberdade pra conversar com ela sobre tudo o que eu sentia. Ainda trazia comigo o trauma de terem tentando me internar, e certamente se eu falasse sobre aquelas esquisitices, ela tentaria me dopar de novo ou ate mesmo internar.
Eu podia me abrir com o pessoal do centro espírita, mas não fazia muita diferença também. só me orientavam tomar passes.
Infelizmente a psiquiatria na minha cidade é muito primitiva, e não tem nenhum psiquiatra-espírita.
Então o jeito era eu me virar com o que tinha mesmo...
Me identificava com muitos deles. Comecei a me perguntar pq minha médica nunca havia me dado um diagnóstico.
Comcei então a questionar muito sobre isso com ela. Ela sempre insistia que diagnósticos não são importantes, servem só para rotular e que o importante é estabilizar os sintomas.
Não concordava com aquilo. Toda doença só é possível ser tratada após ser diagnosticada e comecei a ficar insegura.
Acho que muitas vezes fui chata com ela, insisti nisso e senti que ela as vezes ficava impaciente também.
Mas era meu direito querer saber tudo, ainda mais agora eu já estava no 6º período, metade da faculdade de medicina... não era mais uma leiga, e eu queria muito que ela entendesse isso, que eu não era como os outros pacientes dela em que ela pensava sozinha e falava as coisas sem entrar muito a fundo.
Queria um diagnóstico, queria saber cientificamente e medicamente sobre o que acontecia comigo. Sentia muitas vezes ela irritada, impaciente com meus questionamentos... dai um dia falou sobre transtorno bipolar.
Se ela soubesse o alívio daquilo, ela já teria dito antes... eu me diagnosticava em mil coisas, até mesmo esquizofrenia as vezes.
Estudei a fundo transtorno bipolar, vi todos seus tipos, variações, tratamentos.
Me sentia mais confortável agora, mas mesmo assim gostaria muito que ela me desse mais liberdade pra conversar sobre os tratamentos, estudos recentes, de médica pra uma pessoa não leiga.
Essas implicâncias foram crescendo... e eu perdi a vontade de ir lá. Comecei a questionar pois de acordo com os meus estudos, uma pessoa com transtorno bipolar que está em tratamento e acompanhamento ha anos atinge uma certa estabilidade, não tem tantas recaídas como eu tinha não. Apresentava em média umas 4 recaídas por semestre e de acordo com meus estudos aquilo não deveria acontecer. E eu não tinha espaço pra discutir isso com ela, então resolvi dar um tempo. Continuei com as medicaçoes, mas não ia mais fazer a terapia.
Resolvi aceitar que eu teria que conviver com tudo isso mesmo. Cheguei a procurar outras opiniões de outros psiquiatras que achavam que minha medicação estava com dose muito baixa, sugeriram eu dobrar tudo. Mas eu não conseguia viver com a sonolência e todos aqueles efeitos robóticos...
Então comecei a perceber que no fundo a minha psiquiatra só queria tentar me deixar ''bem'' com a menor dosagem possível pra eu dar conta de tudo.
Infelizmente eu também não tinha liberdade pra conversar com ela sobre tudo o que eu sentia. Ainda trazia comigo o trauma de terem tentando me internar, e certamente se eu falasse sobre aquelas esquisitices, ela tentaria me dopar de novo ou ate mesmo internar.
Eu podia me abrir com o pessoal do centro espírita, mas não fazia muita diferença também. só me orientavam tomar passes.
Infelizmente a psiquiatria na minha cidade é muito primitiva, e não tem nenhum psiquiatra-espírita.
Então o jeito era eu me virar com o que tinha mesmo...
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